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	<title>AMO &#187; CONHECIMENTO</title>
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		<title>INSTINTO MORAL</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 19:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONHECIMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[FOLHA]]></category>
		<category><![CDATA[PRECONCEITO]]></category>

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		<description><![CDATA[É, realmente, muito difícil lidar com nossos preconceitos. Hélio Schwartsman, na Folha. Ragnarök, a danação de Thor SÃO PAULO &#8211; Por que todos amam odiar Thor Batista? A resposta curta é: porque ele é podre de rico. Mais, desempenha com competência o papel de garoto mimado, que dirige carros estupidamente caros, enquanto vai distraidamente acumulando [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>É, realmente, muito difícil lidar com nossos preconceitos. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/32843-ragnarok-a-danacao-de-thor.shtml" target="_blank">Hélio Schwartsman</a>, na Folha.</p>
<p><strong>Ragnarök, a danação de Thor</strong></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Por que todos amam odiar Thor Batista? A resposta curta é: porque ele é podre de rico. Mais, desempenha com competência o papel de garoto mimado, que dirige carros estupidamente caros, enquanto vai distraidamente acumulando pontos em sua carteira de habilitação.</p>
<p>Já a explicação longa está enterrada bem no fundo de nossos cérebros pré-históricos, forjados numa época em que cada membro do bando era, ao mesmo tempo, um aliado indispensável e um concorrente impiedoso. Para navegar em meio a essa e outras ambiguidades sociais, acabamos desenvolvendo nosso senso moral.</p>
<p>Jonathan Haidt sugere que ele pode ser decomposto em seis sentimentos básicos: proteção, justiça, lealdade, autoridade, pureza e liberdade, que constituiriam uma espécie de tabela periódica do instinto moral. O mapa ético de cada indivíduo seria uma combinação de diferentes proporções desses &#8220;ingredientes&#8221;.</p>
<p>A revolta para com Thor se deve ao fato de que sua situação privilegiada (e que não é atenuada por &#8220;boas obras&#8221; como fazer filantropia) ofende nosso sentimento de justiça. O problema é que, como temos dificuldade para defini-la, recorremos a aproximações, às vezes esdrúxulas, como identificar o fraco a bom e o forte a ruim. Nietzsche explorou bem o que chamou de &#8220;moral do escravo&#8221;.</p>
<p>Quantos de nós já não nos pegamos torcendo pela débil seleção de Camarões contra a poderosa Alemanha? Basicamente, temos uma vontade irrefreável de &#8220;equilibrar o jogo&#8221;.</p>
<p>Não é preciso quebrar a cabeça para vislumbrar a utilidade do mecanismo. No passado darwiniano, quando ajudávamos o fraco a enfrentar um forte, livrávamo-nos de um rival ou, ao menos, contribuíamos para enfraquecê-lo. Foi nesse espírito que os gregos criaram o instituto do ostracismo, que agora consideramos cruel.</p>
<p>A questão é que, no mundo não pré-histórico de hoje, não deveríamos julgar pessoas com base em sentimentos, mas apenas em evidências. </p>
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		<title>SERENDIPITY</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 23:54:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONHECIMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CRIATIVIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[DIMENSTEIN]]></category>
		<category><![CDATA[ACASO]]></category>

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		<description><![CDATA[Retomando as atividades&#8230; muitas coisas espalhadas por aqui, se perdendo e envelhecendo esquecidas. Por isso, vale o recomeço pelo acaso. Essa despedida da coluna dominical do Gilberto Dimenstein, em 27 de novembro de 2011, fala dessas coisas que acontecem por aí. E mudam tudo. Minha palavra mais bonita Não conheço nenhuma palavra mais bonita do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Retomando as atividades&#8230; muitas coisas espalhadas por aqui, se perdendo e envelhecendo esquecidas. Por isso, vale o recomeço pelo acaso. </p>
<p>Essa despedida da <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/11457-minha-palavra-mais-bonita.shtml" target="_blank">coluna dominical</a> do Gilberto Dimenstein, em 27 de novembro de 2011, fala dessas coisas que acontecem por aí. E mudam tudo.</p>
<p><strong>Minha palavra mais bonita</strong></p>
<p>Não conheço nenhuma palavra mais bonita do que &#8220;serendipity&#8221;. Por isso, vou usá-la na minha despedida deste espaço, que, a partir de hoje, deixa o papel e migra para a edição digital do jornal.</p>
<p>Inventada por um inglês, em 1754, que se inspirou numa lenda persa, &#8220;serendipity&#8221; é uma palavra impossível de ser traduzida para outros idiomas num único termo.</p>
<p>Superficialmente, ela significa o prazer das descobertas ao acaso. Um velho amigo encontrado numa inóspita cidade estrangeira, os acordes de um violino tocado em um parque numa tarde de outono, uma súbita paisagem de uma praia que aparece quando caminhamos numa mata fechada.</p>
<p>Um encontro amoroso no final da madrugada, quando já estávamos conformados de ficar sozinhos ou um prato feito com ingrediente exótico num improvável restaurante de beira de estrada.</p>
<p>Mas o significado profundo de &#8220;serendipity&#8221; vai além do imprevisto. É o encanto da transformação dos acasos em aprendizagem. O bacteriologista Alexander Fleming viajou de férias e se esqueceu de guardar os pratos em que fazia experiências para curar infecções. Um fungo caiu do teto em um desses pratos. Descobriu-se o antibiótico. Se o tal fungo não tivesse caído na frente de um bacteriologista atento, seria apenas um bolor inútil.</p>
<p>Por trás da palavra, existe a ideia de que o melhor da vida é a aventura do aprender pela experiência -o que compensaria os riscos e a dor provocada pelos sucessivos erros.</p>
<p>A Folha é meu &#8220;serendipity&#8221;. Investiguei as mais variadas modalidades de corrupção, o assassinato de crianças, a exploração sexual de meninas, os personagens invisíveis que habitam as cidades. Os cenários iam da cracolândia, em São Paulo, aos morros do Rio, ao Harlem, em Nova York e às favelas da Índia ou da Colômbia, passando pelos gabinetes refrigerados de Brasília e, neste momento, pelos centros de pesquisa de Harvard e do MIT. Ganhei todos os prêmios possíveis como jornalista e escritor, o que é ótimo para o ego, é claro, mas o que sobrou mesmo foi a emoção da descoberta.</p>
<p>Nesse meu flanar, fui fisgado por um encontro casual, que me tirou da segura e previsível rota do jornalismo. Passei a me emocionar não só com o furo, mas com a comunicação, especialmente com seus recursos digitais para a aprendizagem e com o engajamento comunitário. É um olhar arriscado: não só assistimos ao jogo para descrevê-lo. Somos também jogadores. Em meio a uma efervescente polêmica sobre os limites da objetividade, estudiosos da mídia dos Estados Unidos batizaram, com diferentes nomes, esse olhar de jornalismo: &#8220;civic&#8221;, &#8220;public&#8221; ou &#8220;community&#8221;. No Brasil, a tendência ganhou o nome genérico de &#8220;educomunicação&#8221; e virou curso de graduação na USP.</p>
<p>Ao morar em Nova York e voltar para São Paulo, apaixonei-me pela possibilidade de usar os recursos digitais para ajudar a fazer das cidades uma experiência educativa. As cidades são o melhor meio de comunicação já inventado: um ponto de encontro e difusão das informações.</p>
<p>Confesso que, nessas experimentações entre comunicar e educar, não sabia mais direito o que eu era ou o que eu fazia. Foi o que me levou a aceitar o convite para participar de uma incubadora de projetos em Harvard. Vim aqui para ficar seis meses. O projeto estendeu-se por mais seis meses e, agora, vai até o final de 2012, embora eu possa ficar parte do tempo em São Paulo, desenvolvendo o projeto de jornalismo comunitário em colaboração com o Media Lab (MIT).</p>
<p>Nesse flanar por outros caminhos, tornei-me dispensável -dispensável e caro- para versão impressa do jornal, obrigado a lidar com os crescentes desafios da mídia no papel.</p>
<p>Mas aí está a dor e a delícia do &#8220;serendipity&#8221;: para viver experiências, sempre estamos nos despedindo de alguma coisa de que gostamos.</p>
<p><em>PS &#8211; Aproveito esta despedida da versão impressa para dizer publicamente o que tenho falado privadamente. Não fosse Otavio Frias Filho, disposto a apoiar tantas experiências por tanto tempo, eu não teria tantas histórias para contar. </em></p>
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		<title>DELEUZE</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 20:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONHECIMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[IDEIAS]]></category>
		<category><![CDATA[SABEDORIA]]></category>
		<category><![CDATA[DELEUZE]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;É como se a compreensão fosse um nível de leitura&#8221;. Discussão bonita sobre a filosofia, mas que se aplica perfeitamente ao universo da comunicação. Encontrado no interessante Filosofia do Design. Faz parte de um artigo curioso acerca da matéria &#8220;design conceitual&#8221;. Vale a leitura.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;É como se a compreensão fosse um nível de leitura&#8221;. Discussão bonita sobre a filosofia, mas que se aplica perfeitamente ao universo da comunicação.</p>
<p><iframe width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/embed/rVpS_G2B0GQ?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Encontrado no interessante <a href="http://filosofiadodesign.wordpress.com/" target="_blank">Filosofia do Design</a>. Faz parte de um <a href="http://filosofiadodesign.wordpress.com/2011/06/03/filosofia-do-design-parte-xliii-%E2%80%93-o-design-conceitual/" target="_blank">artigo</a> curioso acerca da matéria &#8220;design conceitual&#8221;. Vale a leitura.</p>
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		<title>W/</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 21:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONHECIMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[ENTREVISTA]]></category>
		<category><![CDATA[LENDA]]></category>
		<category><![CDATA[W/]]></category>

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		<description><![CDATA[Tão boa a entrevista, que nem precisava dos jornalistas. Passeou por vários temas, explorando muito bem esse mundinho da publicidade. Uma lenda: Washignton Olivetto, no Roda Viva de 18/07/11. Bloco 1: Bloco 2: Bloco 3: Bloco 4:]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Tão boa a entrevista, que nem precisava dos jornalistas. Passeou por vários temas, explorando muito bem esse mundinho da publicidade. Uma lenda: <a href="http://www.wmccann.com.br/" target="_blank">Washignton Olivetto</a>, no <a href="http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/" target="_blank">Roda Viva</a> de <a href="http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/programa/1264" target="_blank">18/07/11</a>.</p>
<p><em>Bloco 1:</em><br />
<iframe width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/embed/Gwd4QXwcR68?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Bloco 2:</em><br />
<iframe width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/embed/zQd2s2EnjhQ?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Bloco 3:</em><br />
<iframe width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/embed/OEomo-p9oz4?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Bloco 4:</em><br />
<iframe width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/embed/LQ8se2cEAtI?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>A LINGUAGEM DAS COISAS</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 14:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[AMO]]></category>
		<category><![CDATA[CONHECIMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[DESIGN]]></category>

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		<description><![CDATA[Melhor leitura de 2010, o livro de Deyan Sudjic, diretor do Design Museum, é um convite a diferentes reflexões. Passeando pela história dos objetos, a narrativa é estruturada em cinco grandes áreas: Linguagem; O design e seus arquétipos; Luxo; Moda; e Arte. Livro indispensável, com uma leitura fluida e agradável. Na época do lançamento, várias [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Melhor leitura de 2010, o <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=11033172" target="_blank">livro</a> de Deyan Sudjic, diretor do <a href="http://designmuseum.org/" target="_blank">Design Museum</a>, é um convite a diferentes reflexões. Passeando pela história dos objetos, a narrativa é estruturada em cinco grandes áreas: Linguagem; O design e seus arquétipos; Luxo; Moda; e Arte. Livro indispensável, com uma leitura fluida e agradável.</p>
<p><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/11033172.jpg" alt="" title="11033172" width="300" height="452" class="aligncenter size-full wp-image-288" /></p>
<p>Na época do lançamento, várias críticas, entrevistas, artigos foram divulgados. Disponibilizo uma seleção interessante, que complementa e aprofunda a discussão.</p>
<p>Começando por uma entrevista dada ao Silio Boccanera, no Programa <a href="http://g1.globo.com/platb/globo-news-milenio/" target="_blank">Milênio</a>, da Globo News, em 12/07/2010.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/26628010?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" width="580" height="390" frameborder="0"></iframe></p>
<p><span id="more-285"></span></p>
<p>Na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0106201009.htm" target="_blank">Folha</a>, dia 01/06/2010:</p>
<p><strong>Coisas que atraem</strong><br />
<em>Livro analisa como consumo é guiado pelo poder de sedução do design e mostra o que existe por trás dos produtos usados no cotidiano</em></p>
<p>Logo no início de seu &#8220;A Linguagem das Coisas&#8221;, o inglês Deyan Sudjic conta como, numa loja do aeroporto londrino de Heathrow, comprou quase sem notar seu quinto laptop da Apple em oito anos.</p>
<p>Não que o anterior estivesse quebrado ou obsoleto.</p>
<p>Mas, observa o autor, &#8220;a Apple acha que o caminho para sua sobrevivência num mundo dominado pelos programas de Bill Gates e pelos componentes físicos chineses é usar o design como isca para transformar seus produtos em alternativas almejadas ao que os seus concorrentes estão vendendo&#8221;.</p>
<p>Sudjic, diretor do London Design Museum, lembra, então, que a ideia de sucatear tão depressa &#8220;algo que pouco tempo antes parecia prometer tanto&#8221; não é nova.</p>
<p>Existe pelo menos desde 1930, quando os pioneiros do marketing americano, na ânsia de que o consumo tirasse o país da Grande Depressão, criaram o termo &#8220;engenharia de consumo&#8221;.</p>
<p>Num livro de 1932 citado por Sudjic, o pioneiro da publicidade Earnest Elmo Calkins escreveu que &#8220;os bens são de duas classes: os que utilizamos, como carros e aparelhos de barbear, e os que consumimos, como pastas de dentes ou biscoitos amanteigados. A engenharia de consumo precisa tratar de fazer com que consumamos o tipo de produtos que agora simplesmente utilizamos&#8221;.</p>
<p>E o maior responsável pelo êxito de tal tese, segundo a obra do inglês, é o design.</p>
<p>Mas, e o papel, nessa cadeia, da publicidade e da propaganda?</p>
<p>&#8220;O aspecto mais poderoso do design é que ele consegue se apresentar como conectado à cultura, enquanto o marketing e a publicidade são sempre compreendidos como manipuladores e, de certo modo, sinistros&#8221;, afirmou Sudjic em entrevista por e-mail à Folha.</p>
<p>E o que dizer então do papel da tecnologia na cadeia de consumo -senão, como explicar que o CD mata o vinil para logo ser morto pelo MP3, o mesmo ocorrendo com VHS/DVD/Blu-ray?</p>
<p>&#8220;O design é a maneira pela qual a tecnologia adquire uma face humana. Ninguém entende todas aquelas siglas, mas as pessoas compram Apple, que pode até não ter a tecnologia mais avançada, mas a embala de um jeito desejável e sedutor.&#8221;</p>
<p>Também na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0106201010.htm" target="_blank">Folha</a>, dia 01/06/2010:</p>
<p><strong>&#8220;Crise não detém a febre consumista&#8221;</strong></p>
<p><em>Para crítico inglês, design ajuda a manter a indústria de objetos supérfluos mesmo com colapso econômico<br />
Autor afirma que Estado emulou papel que cabe aos produtores e critica designer que age como &#8220;vendedor&#8221; ou &#8220;guru&#8221;</em></p>
<p>Autor de obras de referência em arquitetura e design, o inglês Deyan Sudjic escreveu &#8220;A Linguagem das Coisas&#8221; pouco antes da crise econômica mundial.</p>
<p>Num certo aspecto, o baque das principais economias capitalistas poderia descredenciar sua tese de que as sociedades modernas são moldadas para consumir cada vez mais objetos de que não necessita.</p>
<p>Para o crítico inglês, o &#8220;crash&#8221; só lhe deu razão, na medida em que o Estado emulou o papel de estimulador do consumo que normalmente caberia à indústria.</p>
<p>&#8220;O mais estranho é que nada mudou. A resposta à crise foram governos de todo o mundo dando incentivos para as pessoas comprarem outro carro&#8221;, afirma.</p>
<p>O design e os designers, avalia Sudjic, são parte crucial nesta engrenagem, ao &#8220;ajudar a fazer um produto novo parecer mais desejável do que um velho, e com que esse que está sendo substituído pareça ultrapassado&#8221;.</p>
<p>JOIAS EM CASA</p>
<p>Questionado sobre como a crise afetou o mercado mundial de luxo, um dos tópicos que aborda em seu livro, o arquiteto diz que os milionários de hoje não adotaram as mudanças no comportamento vista nos anos 1970, &#8220;quando as Brigadas Vermelhas na Itália começaram a sequestrar os ricos, que responderam usando carros velhos e deixando suas joias em casa&#8221;.</p>
<p>Na sua cruzada para mostrar como o design controla o mundo, Sudjic diz que os profissionais do setor agem &#8220;tanto como gurus quanto como vendedores&#8221;.</p>
<p>&#8220;Seria mais útil começarem a agir como designers, pensar sobre os problemas reais, se perguntarem se faz sentido transformar em sucata um Volkswagen com 20 anos de uso para comprar um carro elétrico novo -pois embora o carro velho gaste mais combustível, construir um totalmente novo pode causar ainda mais problemas. O design deveria tratar de fazer perguntas difíceis.&#8221;</p>
<p>Sudjic diz que procura aplicar tal visão crítica ao museu londrino que dirige, um armazém remodelado às margens do rio Tâmisa.</p>
<p>&#8220;O que torna o design interessante é que ele aborda ao mesmo tempo cultura e comércio. Tratá-lo simplesmente como escultura, pendurar objetos bonitos em brancos espaços vazios seria uma postura enganosa.&#8221;</p>
<p>&#8220;Tentamos&#8221;, acrescenta, &#8220;discutir não apenas como as coisas parecem, mas como elas são feitas, por que eles são feitas e o que elas significam. Não queremos parecer uma loja ou uma galeria de arte&#8221;.</p>
<p>Pra fechar as referências na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0106201014.htm" target="_blank">Folha</a>, uma crítica do Flávio Barão di Sarno:</p>
<p><strong>Livro ensina a questionar e rejeitar arquétipos de objetos do cotidiano</strong></p>
<p>Se você é um consumidor, este livro lhe diz respeito. Sua agradável leitura traz à tona o imenso universo de significados que existe por trás dos, aparentemente inocentes, objetos que nos circundam. Se você mora em uma cidade, todas as coisas que estão ao seu redor foram criadas por alguém. Só plantas e animais de estimação fogem à regra, apesar de também terem sido recriados através da manipulação de espécies.</p>
<p>Todo dia, tocamos em centenas de produtos e normalmente não nos perguntamos por que eles são assim como são. Acostumamo-nos a um cotidiano criado e normalmente nos adaptamos a ele sem questioná-lo.</p>
<p>Sem ter consciência das consequências do nosso corriqueiro ato de efetuar uma compra, validamos uma série de questões complexas, que definem como este universo vai sendo moldado.</p>
<p>Portanto, quando você fala &#8220;como a minha cidade é feia&#8221; ou &#8220;já não se fazem mais produtos como antigamente&#8221;, não se esqueça de lembrar que você é parte fundamental da construção do ambiente ao seu redor.</p>
<p>Abordando com clareza temas pertinentes ao universo das coisas, como a moda, o luxo e a arte, o livro dá ao leitor uma oportunidade de entender como é possível transferir complexos significados a pedaços de plástico, metal ou tecido, fazendo o indivíduo sentir a necessidade de consumir para poder adquirir os valores positivos atribuídos a estas coisas. Um assunto bem abordado são as formas arquetípicas dos objetos.</p>
<p>Muitas coisas possuem um arquétipo que define a sua categoria. Basta pensar em uma vassoura, que a sua forma essencial aparece em nossa cabeça. Saber da existência destes arquétipos é importante para vender produtos e, ao mesmo tempo, pode ser muito esclarecedor para os consumidores.</p>
<p>É mais difícil vender um novo objeto que acondicione adequadamente palitos de dentes do que colocar mais um paliteiro convencional no mercado.</p>
<p>No entanto, isso nos faz continuar comprando estes paliteiros que não funcionam direito. É preciso saber que os arquétipos existem para podermos rejeitá-los quando necessário. O momento em que vivemos exige isso, e a leitura deste livro é um grande começo.</p>
<p><em>FLAVIO BARÃO DI SARNO é sócio do estúdio Nódesign e professor do Instituto Europeu de Design.</em></p>
<p>Por fim, um vídeo extra do Programa <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1300032-7823-DEYAN+SUDJIC+FALA+DA+HISTORIA+DO+CONSUMO,00.html" target="_blank">Milênio</a>, disponível até o dia em que a globo.com o tirar do ar.</p>
<p><object width="480" height="360" data="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param value="true" name="allowFullScreen"><param value="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1300032&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=360" name="FlashVars" /></object></p>
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		<title>PASSAGENS, PAUSAGENS:</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 13:34:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[NATUREZA]]></category>

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		<description><![CDATA[PAISAGENS. Lindíssimo e muito relevante o projeto do professor Paulo Baptista, da EBA-UFMG. Como diz a reportagem, o trabalho propõe uma interface entre tecnologia, ciência e imagens para retratar mudanças na natureza. Vale a leitura. Se o assunto interessa, explore também o projeto Third View, do fotógrafo Mark Klett. Clique na imagem para ampliar. Via [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>PAISAGENS.</strong></p>
<p>Lindíssimo e muito relevante o projeto do professor Paulo Baptista, da EBA-UFMG. Como diz a reportagem, o trabalho propõe uma interface entre tecnologia, ciência e imagens para retratar mudanças na natureza. Vale a leitura. Se o assunto interessa, explore também o projeto <a href="http://www.thirdview.org" target="_blank">Third View</a>, do fotógrafo Mark Klett.</p>
<p><a href="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/eci2704p0020.jpg" target="_blank"><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/eci2704p0020-591x1024.jpg" alt="" title="Controle ambiental por meio da fotografia" width="591" height="1024" class="aligncenter size-large wp-image-131" /></a></p>
<p><em>Clique na imagem para ampliar.<br />
Via Jornal Estado de Minas, 27/04/2011.</em></p>
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		<title>CÉREBRO DE PIPOCA</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 22:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONHECIMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[DIMENSTEIN]]></category>
		<category><![CDATA[IDEIAS]]></category>

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		<description><![CDATA[Coluna do Dimenstein, dia 03/07/2011, na Folha: O GOOGLE anunciou na semana passada um projeto para enfrentar o Facebook, disposto a reinventar a mídia social. A notícia teve óbvio impacto mundial e despertou a curiosidade sobre mais uma rodada de inovações tecnológicas, capazes de nos fazer ainda mais conectados. No dia seguinte, porém, o Facebook [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Coluna do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0307201122.htm" target="_blank">Dimenstein</a>, dia 03/07/2011, na Folha:</em></p>
<p>O GOOGLE anunciou na semana passada um projeto para enfrentar o Facebook, disposto a reinventar a mídia social. A notícia teve óbvio impacto mundial e despertou a curiosidade sobre mais uma rodada de inovações tecnológicas, capazes de nos fazer ainda mais conectados.</p>
<p>No dia seguinte, porém, o Facebook reagiu e anunciou para esta semana uma novidade também de grande impacto, possivelmente em celulares. Para alguns psicólogos americanos, esse tipo de disputa produz um efeito colateral: um distúrbio já batizado de &#8220;cérebro de pipoca&#8221;.</p>
<p>Esse distúrbio é provocado pelo movimento caótico e constante de informações, exigindo que se executem simultaneamente várias tarefas. Por causa de alterações químicas cerebrais, a vítima passa a ter dificuldade de se concentrar em apenas um assunto e de lidar com coisas simples do cotidiano, como ler um livro, conversar com alguém sem interrupção ou dirigir sem falar ao celular. É como se as pessoas tivessem dentro da cabeça a agitação do milho explodindo no óleo quente.</p>
<p>A falta de foco gera entre os portadores do tal &#8220;cérebro de pipoca&#8221; um novo tipo de analfabetismo: o analfabetismo emocional, ou seja, a dificuldade de ler as emoções no rosto, na postura ou na voz dos indivíduos, o que torna complicado o relacionamento interpessoal.</p>
<p><span id="more-115"></span></p>
<p>Sou um tanto desconfiado de notícias alarmantes provocadas pelo surgimento de novas tecnologias. Toda ruptura desencadeia uma onda de nostalgia e de temores em relação ao futuro.</p>
<p>Mas algumas pesquisas em torno do &#8220;cérebro de pipoca&#8221; merecem atenção por afetar o processo de aprendizagem. Uma delas foi realizada em Stanford, a universidade que, por ajudar a criar o Vale do Silício, na Califórnia, impulsionou a tecnologia da informação.</p>
<p>Neste ano, Clifford Nass, professor de psicologia social na Universidade Stanford, revelou num seminário sobre tecnologia da informação a pesquisa que fez com jovens que passam muitas horas por dia na internet, acostumados a tocar muitas tarefas ao mesmo tempo.</p>
<p>Ele mostrou fotos com diversas expressões e pediu que os jovens identificassem as emoções. Constatou a dificuldade dos entrevistados. &#8220;Relacionamento é algo que se aprende lendo as emoções dos outros&#8221;, afirma Nass.</p>
<p>O problema, segundo ele, está tanto na falta de contato cara a cara com as pessoas como na dificuldade de manter o foco e verificar o que é relevante, percebendo sutilezas, o que exige atenção.</p>
<p>Os pesquisadores estão detectando há tempos uma série de distorções, como a compulsão para se manter conectado, semelhante a um vício.</p>
<p>Trata-se de uma inquietude permanente, provocada pela sensação de que o outro, naquele momento, está fazendo algo mais interessante do que aquilo que se está fazendo. Tome o Facebook ou qualquer outra rede social.</p>
<p>Chegaram a desenvolver um programa que envia para o celular da pessoa um aviso sempre que um amigo dela está se aproximando de onde ela está.</p>
<p>O estímulo, porém, começa no mercado de trabalho. Vemos nos anúncios de emprego uma demanda por pessoas que façam muitas coisas ao mesmo tempo.</p>
<p>Mas o que Nass, o professor de Stanford, entre outros pesquisadores, defende é o contrário. Quem faz muitas tarefas ao mesmo tempo, condicionando seu cérebro, fica menos funcional. Não sabe perceber as emoções e trabalhar em equipe, não sabe focar o que é relevante e tem dificuldade de estabelecer um projeto que exige um mínimo de linearidade. Não sabe, em suma, diferenciar o valor das informações.</p>
<p>Não deixa de ser um pouco absurdo valorizar tanto os recursos tecnológicos que aproximam as pessoas virtualmente, mas que as afastam na vida real.<br />
Daí se entende, em parte, segundo os pesquisadores, por que, em todo o mundo, está explodindo o consumo de remédios de tarja preta para tratar males como a ansiedade e a hiperatividade.</p>
<p>PS- Perto da minha casa, aqui em Cambridge, há uma padaria artesanal, com mesas comunitárias, que decidiu ir contra a corrente. Seus proprietários simplesmente proibiram que se usasse celular lá dentro para diminuir a poluição sonora e a agitação. Sucesso total. O efeito colateral: ficou difícil conseguir lugar.</p>
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