<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>AMO &#187; CONSUMO</title>
	<atom:link href="http://www.amodesign.com.br/blog/?feed=rss2&#038;tag=consumo" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.amodesign.com.br/blog</link>
	<description>BLOG</description>
	<lastBuildDate>Sat, 16 Mar 2013 20:44:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>LA FELICITÀ È UN GELATO</title>
		<link>http://www.amodesign.com.br/blog/?p=574</link>
		<comments>http://www.amodesign.com.br/blog/?p=574#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 03:59:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONSUMO]]></category>
		<category><![CDATA[FOLHA]]></category>
		<category><![CDATA[DINHEIRO]]></category>
		<category><![CDATA[FELICIDADE]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.amodesign.com.br/blog/?p=574</guid>
		<description><![CDATA[O texto do Gustavo Cerbasi começa parecendo auto-ajuda, mas avança na discussão. Questões importantes, que inclusive nos deparamos no cotidiano do mundo do consumo e comunicação, são colocadas em evidência. Como comprar felicidade Felicidade é um estado de espírito, e não uma reação momentânea a um acontecimento O consumo contribui para sua felicidade, pois é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O texto do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/30719-como-comprar-felicidade.shtml" target="_blank">Gustavo Cerbasi</a> começa parecendo auto-ajuda, mas avança na discussão. Questões importantes, que inclusive nos deparamos no cotidiano do mundo do consumo e comunicação, são colocadas em evidência.</p>
<p><strong>Como comprar felicidade</strong></p>
<p><em>Felicidade é um estado de espírito, e não uma reação momentânea a um acontecimento</em></p>
<p>O consumo contribui para sua felicidade, pois é uma forma de obter satisfação pessoal. Pense na felicidade de tomar um café para aliviar a sensação de sono, de ler um livro para se informar ou se distrair, ou de ir à manicure para receber cuidados. E que tal a felicidade de tirar férias? De trocar de carro? De comprar uma TV nova?</p>
<p>Obviamente, a felicidade obtida por meio do consumo não é tão intensa e duradoura quanto a que sentimos ao conquistar grandes objetivos, como passar na faculdade, casar, ter filhos ou quitar a casa própria. Mas, sendo esses grandes objetivos pouco numerosos ao longo de nosso viver, não é exagero apontar o consumo como nossa fonte mais frequente de felicidade.</p>
<p>Porém, antes de sair gastando alucinadamente em busca de prazer, é importante perceber que não é exatamente o ato do consumo que nos faz felizes. Felicidade é um estado de espírito e não uma reação momentânea a um acontecimento. O que realmente contribui para nosso bem-estar é a maneira com que aproveitamos os acontecimentos em nossa vida.</p>
<p>Em outras palavras, não é o nascimento do filho que nos faz felizes, mas sim a realização de poder criar um descendente. Não é a compra do carro, mas sim a possibilidade de dirigir com mais eficiência, conforto, design e admiração dos amigos. Não é a aquisição do cosmético, mas a sensação de rejuvenescimento. Tão importante quanto adquirir bens ou serviços é poder aproveitá-los da melhor maneira possível. Isso faz com que sejamos recompensados por nossas escolhas.</p>
<p>Entretanto, a falta de planejamento leva muitas pessoas ao consumo sem que tenham real condição de aproveitar aquilo que compram. Quanto mais impulsivo for o consumidor, mais ele terá roupas não usadas no armário, eletrodomésticos pouco aproveitados, férias insatisfatórias, livros mofando sem serem lidos e outros bens mal-escolhidos.</p>
<p>Sem aproveitar suas compras, sua única lembrança de felicidade estará associada ao ato da compra em si e por isso ele tenderá a comprar mais. A impulsividade tende a se transformar em compulsão.</p>
<p>É bastante comum também a situação em que a pessoa, por mais que tenha um padrão de consumo admirável, não se sinta feliz com suas escolhas. Normalmente, isso acontece quando o consumo gera mais frustrações que recompensas.</p>
<p>Um exemplo típico de consumo frustrante é quando alguém não planeja férias com antecedência, mas, ao se ver diante da oportunidade ou do convite para aproveitar férias por vencer, decide comprar o primeiro pacote de viagens que vê pela frente. Independentemente de ser um destino interessante ou não, a pessoa terá de parcelar sua compra, já que não se planejou para isso.</p>
<p>As férias não tiveram espaço no orçamento dos meses anteriores à viagem. Mas, para honrar as prestações assumidas para os meses seguintes, a pessoa terá de eliminar hábitos de sua rotina. Por mais que a viagem tenha sido interessante, cada prestação a pagar será um motivo de arrependimento.</p>
<p>Além disso, não haverá verba para sair com amigos, contar as histórias e as novidades, mostrar fotos. Sem esse convívio, não existirá o desfrute duradouro daquele consumo, que faria a pessoa mais feliz. Mais provável é que o arrependimento de cada prestação a pagar condicione a pessoa, inconscientemente, a não ter pressa para tirar férias novamente.</p>
<p>Seria bem diferente se, meses antes das férias, a pessoa estivesse planejando e poupando. O objetivo definido seria argumento para deixar de lado excessos de consumo.</p>
<p>Poupar não seria um sacrifício, mas sim uma gincana motivada pela expectativa. A realização do sonho seria o fim do processo, não o começo. Ao voltar das férias, com as contas quitadas, além de descansada a pessoa passaria a contar com recursos para socializar e curtir o momento -afinal, não estaria mais poupando. Resultado: felicidade continuada.</p>
<p>Se você quer ser mais feliz, planeje e poupe antes de consumir. Ambicione, conquiste e aprenda a degustar por um bom tempo suas conquistas, no lugar de cultivar o pobre vício em consumo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.amodesign.com.br/blog/?feed=rss2&#038;p=574</wfw:commentRss>
		<slash:comments></slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>LONDRES É AQUI</title>
		<link>http://www.amodesign.com.br/blog/?p=473</link>
		<comments>http://www.amodesign.com.br/blog/?p=473#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 14:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[CALLIGARIS]]></category>
		<category><![CDATA[CONSUMO]]></category>
		<category><![CDATA[FOLHA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.amodesign.com.br/blog/?p=473</guid>
		<description><![CDATA[Interessante a reflexão do Calligaris, quinta-feira &#8211; 01/09/2011 -, na Folha. Saques, arrastões e &#8220;ressentiment&#8221; A turba que afugentou Luís 16 e Maria Antonieta de Versailles, em 1789, pedia pão porque estava com fome. A turba de Londres em 2011 pedia bugiganga eletrônica e roupa de marca -artigos que, aos olhos de muitos, parecem não [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante a reflexão do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0109201116.htm" target="_blank">Calligaris</a>, quinta-feira &#8211; 01/09/2011 -, na <a href="http://www.folha.uol.com.br/" target="_blank">Folha</a>.</p>
<p><strong>Saques, arrastões e &#8220;ressentiment&#8221;</strong></p>
<p>A turba que afugentou Luís 16 e Maria Antonieta de Versailles, em 1789, pedia pão porque estava com fome.</p>
<p>A turba de Londres em 2011 pedia bugiganga eletrônica e roupa de marca -artigos que, aos olhos de muitos, parecem não ser de primeira necessidade. Ou seja, aparentemente, a violência da turba de 1789 talvez fosse justificada, mas a de 2011 não é.</p>
<p>No domingo passado, na Folha, Eliane Trindade escreveu sobre meninas de rua que praticam arrastões em São Paulo. Elas procuram produtos para alisar o cabelo, celulares cor-de-rosa e lentes de contato verdes para mudar a cor dos olhos.</p>
<p>Alguém estranha que elas não prefiram uma comida boa ou uma roupa quente? Como disse uma menina, o que elas querem é ser bonitas (claro, nos moldes da cultura de massa). Será que, como a turba de Londres, elas seriam culpadas por não desejarem bens &#8220;de primeira necessidade&#8221;?</p>
<p>Não penso assim -e não é por indulgência com assaltos e arrastões. É porque, na nossa época, as &#8220;futilidades&#8221; são, no mínimo, tão relevantes e tão necessárias quanto era o pão em 1789. Explico.<br />
Em 1789, as diferenças eram de casta. Salvo filósofos perdidos na turba, as pessoas reunidas no protesto queriam manifestar sua indignação e satisfazer sua fome, mas não pensavam em mudar a ordem social e subir na vida. Na época, aliás, ninguém subia para lugar nenhum, as pessoas ocupavam o lugar que lhes cabia por nascimento.</p>
<p>À força de indignação e raiva, as coisas foram longe, até que ruiu o próprio regime de castas. Desde então, o que confere status não é mais o berço (nobre ou não) no qual a cegonha nos depositou, mas fatores que não dependem só do acaso: trabalho, riqueza, estilo, virtudes morais, cultura etc.</p>
<p>&#8220;Quem somos&#8221; depende de como conduzimos nossa vida e (indissociavelmente) de como ela é avaliada pelos outros. Para obter o reconhecimento de nossos semelhantes (sem o qual não somos nada), os objetos que nos circundam ajudam mais do que a barriga cheia; eles têm uma função parecida com a dos paramentos das antigas castas: declaram e mostram nosso status -se somos antenados, pop, fashion, sem noção, ricos, pobres ou emergentes, cultos ou iletrados.</p>
<p>Podemos achar cafonas os objetos roubados pelas meninas e pelos saqueadores (o consumo de massa desvaloriza seu consumidor), mas o que importa é que eles roubaram objetos que lhes eram necessários para existir, para ser &#8220;alguém&#8221; no mundo. Isso não justifica nem saques nem arrastões; mas vale notar que, na nossa época, as futilidades são, no mínimo, tão relevantes e necessárias quanto era o pão para o pessoal de 1789.</p>
<p>Outro aspecto. Houve quem detestou os saqueadores londrinos por eles não estarem interessados em alterar a ordem social: roubaram para ter as mesmas coisas que a gente e, portanto, chegar exatamente ao lugar que nós ocupamos agora. Para usar uma expressão clássica em filosofia, os saqueadores seriam um caso de &#8220;ressentiment&#8221;.</p>
<p>Nietzsche tomou o termo (e parte de seu sentido) de Kierkegaard. Modernizando, a ideia é a seguinte: &#8220;Não tive sorte ou, então, sou burro e preguiçoso, acho chato estudar e gosto de dormir. Sou invisível socialmente e invejo o bem-sucedido, que se pavoneia com seus objetos. Não quero me sentir culpado de minha condição; prefiro, portanto, acusar dela o bem-sucedido. Com isso, viverei minha mediocridade como se fosse o resultado da violência dos privilegiados, que gozam de tudo e não deixam nada para mim&#8221;.</p>
<p>Enfim, para se consolar, o ressentido inventa uma moral (social ou religiosa) pela qual, no futuro, seu perseguidor será destronado pela revolta ou queimará nas chamas do Inferno.</p>
<p>Nos bares da &#8220;facu&#8221; de filosofia, nos anos 1970, colegas de direita acusavam a revolução proletária de ser apenas um projeto ressentido. Respondíamos que a revolução não era ressentida, porque ela não queria vingança, não queria substituir a burguesia, apropriando-se de seus brinquedos: seu intuito era inaugurar um mundo diferente, onde todos gozaríamos de novos prazeres.</p>
<p>Desse ponto de vista, os saqueadores de Londres, eles sim, seriam simplesmente uns ressentidos, não é?</p>
<p>Pode ser, mas, antes de responder, recomendo paciência: o que hoje parece apenas &#8220;ressentiment&#8221; pode ser a faísca de mudanças que nem suspeitamos. Afinal, o pessoal de 1789 só pedia pão, e olhe o que aconteceu&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.amodesign.com.br/blog/?feed=rss2&#038;p=473</wfw:commentRss>
		<slash:comments></slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
