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	<title>AMO &#187; IDEIAS</title>
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		<title>PENSE, DANCE, PENSE</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 12:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[FOLHA]]></category>
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		<description><![CDATA[Com cada vez mais frequência, novas teorias derrubam o mito das soluções milagrosas dos brainstormings. Compactuo com a ideia. O artigo que saiu na Ilustríssima, em 4/3/2012, faz um apanhado geral do assunto. O &#8220;brainstorming&#8221; vs. o poder dos introvertidos HÉLIO SCHWARTSMAN DE SÃO PAULO Como temos boas ideias? A questão não é trivial e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com cada vez mais frequência, novas teorias derrubam o mito das soluções milagrosas dos brainstormings. Compactuo com a ideia. O artigo que saiu na <a href="http://tools.folha.com.br/print?url=http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Filustrissima%2F1056486-o-brainstorming-vs-o-poder-dos-introvertidos.shtml&#038;site=emcimadahora" target="_blank">Ilustríssima</a>, em 4/3/2012, faz um apanhado geral do assunto.</p>
<p><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/12062669.jpg" alt="" title="Deborah Paiva" width="550" height="544" class="aligncenter size-full wp-image-564" /></p>
<p><strong>O &#8220;brainstorming&#8221; vs. o poder dos introvertidos</strong></p>
<p>HÉLIO SCHWARTSMAN<br />
DE SÃO PAULO</p>
<p>Como temos boas ideias? A questão não é trivial e já mobilizou de pensadores do porte de Platão, Descartes e David Hume a empresários preocupados em aumentar a produtividade de seus funcionários. Como não poderia deixar de ser, métodos ditos infalíveis para obtê-las enchem as estantes das seções de livros de autoajuda.</p>
<p>A maioria dessas receitas está errada. E a razão é muito simples: o mundo é um lugar complexo demais para ser subsumido por meia dúzia de fórmulas pré-fabricadas. Para tornar as coisas um pouco mais complicadas, muitas vezes topamos com uma boa ideia sem conseguir identificá-la como tal.</p>
<p>Recentes descobertas na psicologia e na neurociência, ainda que não permitam produzir um guia da criatividade passo a passo, pelo menos servem para descartar determinados mitos que insistem em se perpetuar.</p>
<p>&#8220;BRAINSTORMING&#8221;</p>
<p>O mais célebre deles é o do &#8220;brainstorming&#8221;. Como conta o escritor Jonah Lehrer em recente artigo para a revista &#8220;The New Yorker&#8221;, o conceito surgiu no livro &#8220;Your Creative Power&#8221; (Myers Press). Nesta obra de 1948, ainda em catálogo, o publicitário norte-americano Alex Osborn, sócio da mítica agência BBDO, prometia dobrar o poder criativo do leitor.</p>
<p>O livro, que foi um inesperado &#8220;best-seller&#8221;, trazia conselhos como &#8220;carregue sempre um caderninho, para não ser surpreendido pela inspiração&#8221;. O ponto alto, contudo, estava no capítulo 33, intitulado &#8220;Como organizar um esquadrão para gerar ideias&#8221;. Osborn dizia que o segredo do sucesso de sua agência eram as sessões de &#8220;brainstorming&#8221;, nas quais uma dezena de publicitários se reunia por 90 minutos e saía com 87 novas ideias para uma &#8220;drugstore&#8221;.</p>
<p>A principal regra de um &#8220;brainstorming&#8221; era &#8220;não critique o companheiro&#8221;. Para Osborn, &#8220;a criatividade é uma flor tão delicada&#8221;, que precisa ser alimentada com o louvor e pode ser destruída por uma simples palavra de desencorajamento.</p>
<p>A coisa pegou como uma praga. Osborn escreveu vários outros &#8220;best-sellers&#8221; e virou guru da literatura de negócios. Os pedagogos também adoraram e até hoje nossos filhos perdem precioso tempo na escola se dedicando a atividades de grupo onde o mantra é jamais criticar o coleguinha, mesmo que ele diga uma tremenda besteira.</p>
<p>O principal problema com o &#8220;brainstorming&#8221; é que ele não funciona. Como mostra Lehrer, o conceito fracassou já em seu primeiro teste empírico, em 1958. Pesquisadores da Universidade Yale puseram dois grupos de 48 estudantes para propor soluções criativas para uma série de problemas.<br />
<span id="more-563"></span><br />
No primeiro, os voluntários atuariam segundo as instruções de Osborn; no segundo, cada aluno trabalharia sozinho. Estudantes que operaram individualmente apresentaram, em média, duas vezes mais propostas que os do &#8220;brainstorming&#8221;. Mais ainda, um comitê de juízes considerou essas contribuições melhores e mais factíveis que as do primeiro grupo.</p>
<p>ARQUITETURA</p>
<p>Outra noção popular e errada é a de que laboratórios e escritórios devem ter uma arquitetura que praticamente obrigue as pessoas a interagirem, favorecendo &#8220;insights&#8221; criativos. Essa moda derrubou muitas paredes, e grandes empresas se tornaram um imenso átrio, onde todos se encontravam o tempo inteiro. Estima-se que cerca de 70% dos escritórios dos EUA sigam esse padrão. Um dos maiores entusiastas do conceito de arquitetura de plano aberto era Steve Jobs, da Apple.</p>
<p>Como mostra Susan Cain, no recente &#8220;Quiet: The Power of Introverts in a World that Can&#8217;t Stop Talking&#8221; [Crown, 352 págs., R$ 26], a relação entre interações sociais e boas ideias é mais sutil. Num estudo chamado &#8220;Coding War Games&#8221;, Tom Demarco e Timothy Lister avaliaram a performance de 600 programadores de informática de mais de 90 companhias.</p>
<p>A diferença entre os profissionais era impressionante: o desempenho do melhor superou o do pior em dez vezes. E, para tornar as coisas mais misteriosas, as causas suspeitas de sempre &#8211;como experiência, salário, tempo dedicado à tarefa&#8211; não explicavam o fenômeno.</p>
<p>Demarco e Lister, entretanto, perceberam que os melhores programadores tendiam a agrupar-se nas mesmas firmas. Investigando essa pista, descobriram que o segredo era a privacidade: 62% dos que se saíram bem disseram que seu lugar de trabalho oferecia um ambiente reservado onde podiam se concentrar, contra apenas 19% dos que tiveram pior performance.</p>
<p>INTROVERTIDOS</p>
<p>O objetivo de Cain, nesse interessante livro que pretende ser uma espécie de manifesto de libertação dos introvertidos, é demonstrar que as pessoas precisam respeitar seu temperamento. Especialmente para os tímidos, em geral super-representados nas carreiras científicas, o excesso de interações sociais é amedrontador. Eles se saem melhor em ambientes mais tranquilos, onde sua atenção não seja requisitada para desempenhar várias tarefas ao mesmo tempo.</p>
<p>O problema, sustenta a autora, que largou a advocacia para dedicar-se ao estudo da introversão e à orientação para tímidos, é que o mundo &#8211;o Ocidente em especial&#8211; abraçou uma cultura da personalidade, cujos valores são ditados por um ideal de extroversão. Quem não consegue ou não gosta de falar em público e motivar as pessoas já sai perdendo pontos na carreira e na própria vida.</p>
<p>Voltando à criatividade, antes de eliminar todas as reuniões de sua empresa, construir paredes por todos os lados e proibir os funcionários de trocar bom-dia, é preciso saber que o problema é mais complexo e nuançado.</p>
<p>Embora as pessoas de um modo geral trabalhem melhor sozinhas (especialmente os introvertidos), a criação continua sendo um processo coletivo. Na verdade, cada vez mais coletivo.</p>
<p>Ben Jones, da Northwestern University, passou os últimos 50 anos analisando quase 20 milhões de publicações acadêmicas e 2,1 milhões de patentes. Em mais de 95% dos campos e subcampos científicos, o trabalho de equipe vem crescendo. O mesmo ocorre com o tamanho das redes de colaboradores, que aumenta em média em 20% a cada década.</p>
<p>Se até um ou dois séculos atrás a ciência podia gravitar em torno de gênios individuais como Einstein e Darwin, à medida que ela se torna mais complexa e especializada, avanços significativos dependem cada vez mais da interdisciplinaridade que, por seu turno, depende de redes cada vez maiores.</p>
<p>A ideia de saber coletivo ganhou inesperado apoio no ano passado, com a publicação de um impactante artigo dos pesquisadores franceses Hugo Mercier e Dan Sperber, que virou do avesso alguns dos pressupostos da filosofia e da psicologia. Eles sustentam que a razão humana evoluiu &#8211; não para aumentar nosso conhecimento e nos aproximar da verdade, mas para nos fazer triunfar em debates.</p>
<p>A teoria, dizem os autores, não só faz sentido evolutivo como resolve uma série de problemas que há muito desafiavam a psicologia: os chamados vieses cognitivos.</p>
<p>EXPERIMENTO</p>
<p>Antes de prosseguir, peço licença para descrever uma experiência curiosa. O psicólogo Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, resolveu espalhar 240 carteiras pelas ruas de Edimburgo. Elas não continham dinheiro, apenas documentos de identidade, cartões de fidelidade, bilhetes de rifa e fotografias pessoais.</p>
<p>A única variação eram as fotos. Algumas das carteiras não tinham foto nenhuma e outras traziam imagens que podiam ser de um casal de velhinhos, de uma família reunida, de um cachorrinho ou de um bebê.</p>
<p>A meta do experimento era descobrir se a fotografia afetaria a taxa de devolução das carteiras. Num mundo perfeitamente racional, a imagem seria irrelevante. Devolve-se o objeto perdido porque é a coisa certa a fazer. O trabalho de colocá-lo numa caixa de correio não é tão grande assim, e é o que gostaríamos que os outros fizessem, caso nós é que tivéssemos perdido os documentos.</p>
<p>É claro, porém, que as fotografias influíram nos resultados. Foram devolvidas apenas 15% das carteiras sem foto, pouco mais de 25% das que traziam a imagem dos velhinhos, 48% das da família, 53% das do filhotinho e 88% das do bebê.</p>
<p>O experimento ilustra como o cérebro opera. Embora tenhamos nos acostumado a pensar que tomamos decisões pesando prós e contras de cada uma das alternativas possíveis e extraindo com base nisso uma conclusão, o que os estudos psicológicos e neurocientíficos mostram é que, na maioria das ocasiões, a parte inconsciente de nossa mente chega de imediato a uma conclusão, por meio de sentimentos, palpites ou intuições. Neste instante, são os vieses cognitivos que estão operando.</p>
<p>Em seguida, a porção racional de nosso cérebro se põe a procurar e elaborar argumentos racionais (ou quase) para justificar essa conclusão. É muito mais uma conta de chegada do que um cálculo honesto.</p>
<p>SIGNIFICADO</p>
<p>O neurocientista norte-americano Michael Gazzaniga trabalha bem essa questão. Ele identifica no hemisfério esquerdo estruturas que buscam dar sentido ao mundo. O pesquisador as chama de &#8220;intérprete do hemisfério esquerdo&#8221;. É ele que busca desesperadamente um significado unificado a todas as nossas experiências, memórias e fragmentos de informação.</p>
<p>Ele nos faz deixar de ver as evidências que não nos interessam e atribui enorme peso a tudo o que apoia a nossa tese. Quando a história não fecha, pior para a verossimilhança: o intérprete não hesita em criar desculpas esfarrapadas e explicações que beiram o delírio.</p>
<p>Quem resume bem a situação é Robert Wright, em &#8220;Animal Moral&#8221; (Campus BB, 2005, esgotado): &#8220;O cérebro é como um bom advogado: dado um conjunto de interesses a defender, ele se põe a convencer o mundo de sua correção lógica e moral, independentemente de ter qualquer uma das duas. Como um advogado, o cérebro humano quer vitória, não verdade; e, como um advogado, ele é muitas vezes mais admirável por sua habilidade do que por sua virtude&#8221;.</p>
<p>Voltando ao trabalho de Mercier e Sperber, ele é bom porque consolida numa argumentação sólida explicações evolutivas para vários dos vieses, em especial o &#8220;viés de confirmação&#8221;, pelo qual fechamos os olhos para as evidências que não corroboram nossas crenças e expectativas e sobrevalorizamos aquelas que apoiam nossas teses.</p>
<p>Sob o modelo clássico, o viés de confirmação é uma falha de raciocínio mais ou menos inexplicável. Mas, se a razão evoluiu para nos fazer vencer em debates, então faz sentido que eu busque apenas provas em favor da minha teoria, e não contra ela.</p>
<p>As implicações são fortes. A mais óbvia é que a razão só funciona bem como fenômeno social. Se pensarmos sozinhos, vamos muito provavelmente chafurdar cada vez mais em nossas próprias intuições e preconceitos. Mas, se a utilizarmos no contexto de discussões mais ou menos estruturadas, aumentam bastante as chances de, como grupo, nos darmos bem.</p>
<p>Temos então um aparente paradoxo: as pessoas trabalham melhor sozinhas, mas a construção do conhecimento é um processo coletivo. O ruído se dissolve se reinterpretarmos o &#8220;sozinhas&#8221; como &#8220;com privacidade, mas em constante diálogo (de preferência virtual) com outros especialistas&#8221;.</p>
<p>PATOLOGIAS</p>
<p>É preciso, porém, muito cuidado. A linha que separa a sabedoria das multidões dos delírios coletivos é tudo menos nítida. Como mostra toda uma linha de pesquisas iniciada por Irving Janis, da Universidade Yale, nos anos 70, grupos incubam uma série de patologias do pensamento.</p>
<p>A primeira delas é a polarização. Junte um punhado de gente com opiniões semelhantes, deixe-os conversando por um tempo e o grupo sairá com convicções mais parecidas e mais radicais. Provavelmente é assim que nascem facções como o Tea Party, que reúne ultraconservadores radicais nos EUA, e até mesmo organizações terroristas. O advento da internet e das redes sociais pode estar facilitando a formação desses bandos.</p>
<p>A animosidade é outro elemento importante. Ponha um corintiano e um palmeirense para discutir futebol numa sala. Eles discordarão, mas provavelmente se tratarão com civilidade. Entretanto, se você colocar cem de cada lado, quase certamente produzirá xingamentos e até pontapés, quando não tragédias.</p>
<p>Há, por fim, a conformidade. Grupos tendem a suprimir o dissenso. Mais do que isso, procuram censurar dúvidas que um dos membros possa nutrir e ignorar evidências que contrariem o consenso que se forma. É esse o segredo do sucesso das religiões.</p>
<p>Nesse contexto, são especialmente divertidos os experimentos do psicólogo Solomon Asch. Ele submeteu 123 voluntários a um teste tão ridiculamente fácil que ninguém poderia errar: exibia para eles um cartão que trazia estampada uma linha com determinado comprimento. Em seguida, num segundo cartão, apareciam três linhas marcadas com letras de A a C, umas com medidas bem diferentes das outras. A missão era identificar a letra cuja linha era igual à do primeiro cartão. Em 35 tentativas, apenas um infeliz deu a resposta errada.</p>
<p>Mas (sempre há um &#8220;mas&#8221; em ciência), quando o pesquisador pôs comparsas seus para dar propositalmente respostas erradas antes do voluntário, a taxa de acertos despencava de 97% para 25%. Resultados parecidos foram reproduzidos no mundo inteiro.</p>
<p>As incursões de Asch pelos perigos da conformidade inspiraram outros experimentos famosos, como os de Stanley Milgram (no qual, pressionadas por um pesquisador, as cobaias não hesitam em dar choques que acreditam ser quase fatais num ator) e de Phil Zimbardo (ele simulou uma prisão num porão da Universidade Stanford, e os voluntários que faziam o papel de guardas se tornaram tão violentos que a encenação teve de ser interrompida).</p>
<p>DÚVIDA</p>
<p>O melhor remédio contra essas doenças do grupo é semear a dúvida, em especial se o questionamento surgir de um membro respeitado do próprio grupo. Como mostram Ori e Rom Brafman em &#8220;Sway: The Irresistible Pull of Irrational Behavior&#8221; [Broadway Books, 224 págs., R$ 19], a existência de pessoas &#8220;do contra&#8221; (&#8220;dissenters&#8221;, em inglês) são nossa melhor esperança.</p>
<p>Embora possa produzir fricções de alto custo emocional para todas as partes envolvidas, a figura do &#8220;dissenter&#8221; costuma levar a maioria a reformular seus argumentos (ou projetos), de modo a responder a objeções percebidas como relevantes. Essa dinâmica fica particularmente clara em situações como a de tribunais colegiados, comissões legislativas e na própria ciência. É praticamente o inverso de um &#8220;brainstorming&#8221;, onde a regra era não criticar.</p>
<p>O &#8220;do contra&#8221; aqui, ainda que possa provocar brigas homéricas, é um elemento fundamental para melhorar a qualidade do trabalho. O diálogo, vale frisar, nem precisa ser ao vivo. É preciso criar mecanismos que questionem os consensos.</p>
<p>Embora não exista receita para ter boas ideias, é possível melhorar seu desempenho se conseguir trabalhar num ambiente que lhe proporcione privacidade e o poupe de interrupções. Normalmente, é melhor estar sozinho, mas sem jamais se alijar dos debates travados em seu campo de atuação.</p>
<p>Quando precisar juntar colaboradores, mais vale reunir grupos heterogêneos, com um número razoável de pessoas &#8220;do contra&#8221;. Eles reduzem os riscos das patologias da conformidade. Em vez dos elogios, prefira as críticas. Apesar de desgastantes, são elas que vão ajudá-lo a melhorar suas ideias. E, mais importante, não acredite em fórmulas prontas. </p>
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		<title>LEI DE GRESHAM</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 19:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
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		<category><![CDATA[FOLHA]]></category>
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		<category><![CDATA[INFORMAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[Reflexão importante e interessante. Ver, mas pensar. Saiu na Folha, em outubro de 2011. A elusiva grande ideia NEAL GABLER OPINIÃO As ideias não são mais o que eram antes. Antigamente, elas incendiavam debates, estimulavam outros pensamentos, incitavam revoluções e alteravam a maneira como vemos e pensamos o mundo. Elas podiam penetrar na cultura geral [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Reflexão importante e interessante.<br />
Ver, mas pensar.</p>
<p>Saiu na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny2208201101.htm" target="_blank">Folha</a>, em outubro de 2011.</p>
<p><strong>A elusiva grande ideia</strong></p>
<p>NEAL GABLER<br />
<em>OPINIÃO</em></p>
<p>As ideias não são mais o que eram antes. Antigamente, elas incendiavam debates, estimulavam outros pensamentos, incitavam revoluções e alteravam a maneira como vemos e pensamos o mundo.</p>
<p>Elas podiam penetrar na cultura geral e transformar pensadores em celebridades -caso notável de Albert Einstein, mas também de Reinhold Niebuhr, Daniel Bell, Betty Friedan, Carl Sagan e Stephen Jay Gould, para citar alguns. As próprias ideias podiam ficar famosas -&#8221;o fim das ideologias&#8221;, &#8220;o meio é a mensagem&#8221; &#8220;a mística feminina&#8221;, &#8220;a teoria do Big Bang&#8221;, &#8220;o fim da história&#8221;. Uma grande ideia podia ser capa da &#8220;Time&#8221; -&#8221;Deus morreu?&#8221;-, e intelectuais americanos como Norman Mailer, William Buckley Jr. e Gore Vidal eram eventualmente convidados para &#8220;talk shows&#8221; de TV. Como isso faz tempo.</p>
<p>Se nossas ideias agora parecem menores, não é por sermos mais burros do que nossos antepassados, mas simplesmente porque não ligamos mais tanto para elas. Agora, ideias que não podem ser instantaneamente monetizadas têm tão pouco valor intrínseco que cada vez menos pessoas estão gerando-as, e cada vez menos veículos as disseminam.</p>
<p>Não é segredo, especialmente nos EUA, que vivemos numa era pós-iluminista em que a racionalidade, a ciência, a argumentação lógica e o debate perderam a batalha em muitos setores para a superstição, a fé, a opinião e a ortodoxia. Retrocedemos de modos avançados do pensamento para velhas crenças.</p>
<p>O guru ofusca o intelectual público, substituindo a reflexão pelo escândalo. O ensaio entrou em declínio nas revistas de interesse geral. E há a ascensão de uma cultura cada vez mais visual, especialmente entre os jovens -o que dificulta a expressão das ideias.</p>
<p>Mas a verdadeira causa de um mundo pós-ideias pode ser a própria informação. Numa época em que sabemos mais do que nunca, pensamos menos a respeito disso.</p>
<p>Graças à internet, parece que temos acesso imediato a qualquer coisa que se possa querer saber. No passado, por outro lado, coletávamos informações não apenas para saber as coisas, mas também para convertê-las em algo maior e eventualmente mais útil do que meros fatos -em ideias que davam sentido à informação. Buscávamos não só apreender o mundo como também compreendê-lo, o que é a função primária das ideias. Grandes ideias explicam o mundo e nos explicam.</p>
<p>Mas se a informação já foi a matéria-prima das ideias, ela se tornou, na última década, concorrente destas. Somos inundados por tantas informações que nem se quiséssemos -e a maioria não quer- teríamos tempo de processá-las.</p>
<p>A coleção em si é exaustiva: o que cada um dos nosso amigos está fazendo num momento específico e no próximo; com quem a Jennifer Aniston está saindo; qual vídeo se tornou viral no YouTube na última hora.</p>
<p>Com efeito, estamos vivendo sob uma lei de Gresham [um conceito econômico] aplicada à informação, em que a informação trivial expulsa a informação significativa, mas também sob uma lei de Gresham aplicada às ideias, em que a informação, trivial ou não, expulsa as ideias.</p>
<p>Preferimos saber a pensar, pois saber tem mais valor imediato. O saber nos mantém no circuito, conectados. Certamente não é por acaso que o mundo pós-ideias tenha brotado junto com o mundo das redes sociais.</p>
<p>Embora haja sites e blogs dedicados às ideias, o Twitter, o Facebook, o MySpace, o Flickr e outros são basicamente Bolsas de informação, criadas para alimentar a fome por informação, embora raramente o tipo de informação que gere ideias. É, em grande parte, algo inútil, exceto na medida em que faz o possuidor da informação se sentir informado. E esses sites estão suplantando o texto impresso, que é onde as ideias tipicamente têm sido gestadas.</p>
<p>São formas de distração ou de antipensamento.</p>
<p>As implicações de uma sociedade que já não pensa grande são enormes. Ideias não são apenas brinquedos intelectuais. Elas têm efeitos práticos.<br />
Um amigo meu se perguntou, por exemplo, onde estão os novos John Rawls e Robert Nozick, filósofos capazes de elevarem a nossa política.</p>
<p>Pode-se certamente argumentar o mesmo a respeito da economia onde John Maynard Keynes continua a ser o centro do debate quase 80 anos depois de propor a sua teoria do estímulo governamental.</p>
<p>Isso não quer dizer que os sucessores de Rawls e Keynes não existam, mas é improvável que eles consigam ganhar força numa cultura que vê tão pouca utilidade nas ideias. Todos os pensadores são vítimas do excesso de informação.</p>
<p>Sem dúvida haverá quem diga que as grandes ideias migraram para o mercado, mas há uma enorme diferença entre as invenções voltadas para o lucro e os pensamentos intelectualmente desafiadores. Alguns empreendedores, como Steve Jobs, da Apple, já tiveram ideias brilhantes, no sentido &#8220;inventivo&#8221; da palavra.</p>
<p>Essas ideias, porém, podem mudar a maneira como vivemos, mas não a forma como pensamos. Elas são materiais, e não relacionadas ao universo das ideias propriamente ditas. A nossa carência é de pensadores.</p>
<p>Nós nos tornamos narcisistas da informação, tão desinteressados por qualquer coisa alheia a nós ou ao nosso círculo de amizades, ou por qualquer migalha que não possamos dividir com esses amigos, que se um Marx ou Nietzsche de repente aparecesse berrando suas ideias ninguém prestaria a mínima atenção -certamente não a mídia geral, que aprendeu a atender ao nosso narcisismo.</p>
<p>O que o futuro anuncia é um volume cada vez maior de informação -Everests dela. Não haverá nada que não saibamos. Mas não haverá ninguém pensando a respeito. Pense nisso.</p>
<p><em>Neal Gabler é o autor de &#8220;Walt Disney: O Triunfo da Imaginação Americana&#8221; </em></p>
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		<title>DELEUZE</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 20:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[SABEDORIA]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;É como se a compreensão fosse um nível de leitura&#8221;. Discussão bonita sobre a filosofia, mas que se aplica perfeitamente ao universo da comunicação. Encontrado no interessante Filosofia do Design. Faz parte de um artigo curioso acerca da matéria &#8220;design conceitual&#8221;. Vale a leitura.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;É como se a compreensão fosse um nível de leitura&#8221;. Discussão bonita sobre a filosofia, mas que se aplica perfeitamente ao universo da comunicação.</p>
<p><iframe width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/embed/rVpS_G2B0GQ?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Encontrado no interessante <a href="http://filosofiadodesign.wordpress.com/" target="_blank">Filosofia do Design</a>. Faz parte de um <a href="http://filosofiadodesign.wordpress.com/2011/06/03/filosofia-do-design-parte-xliii-%E2%80%93-o-design-conceitual/" target="_blank">artigo</a> curioso acerca da matéria &#8220;design conceitual&#8221;. Vale a leitura.</p>
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		<title>826 VALENCIA</title>
		<link>http://www.amodesign.com.br/blog/?p=330</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 18:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[CONHECIMENTO]]></category>
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		<description><![CDATA[Ouso dizer que o projeto que apresento agora está entre as 10 coisas que mais alteraram a minha forma de pensar o mundo. Cheguei até ele através do blog do We Made This, escritório londrino com trabalhos interessantes. Para dar suporte escolar às crianças de algumas comunidades pelo mundo, um grupo de pessoas criou centros [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ouso dizer que o <a href="http://www.826national.org/" target="_blank">projeto</a> que apresento agora está entre as 10 coisas que mais alteraram a minha forma de pensar o mundo. Cheguei até ele através do <a href="http://www.wemadethis.co.uk/blog/2010/11/ministry-of-stories-hoxton-street-monster-supplies/" target="_blog">blog</a> do <a href="http://www.wemadethis.co.uk/" target="_blank">We Made This</a>, escritório londrino com trabalhos interessantes. </p>
<p>Para dar suporte escolar às crianças de algumas comunidades pelo mundo, um grupo de pessoas criou centros de acompanhamento, no mínimo, inusitados. São espaços de natureza extremamente lúdica, divididos basicamente em 2 áreas. Uma loja de fachada, em que são vendidos produtos dos mais inimagináveis, voltados para piratas, super-heróis, monstros e por aí vai. E um segundo espaço, no fundo da loja, onde, de fato, há o acompanhamento escolar, realizado por voluntários. O número desta iniciativa só vem crescendo e influenciando positivamente o desenvolvimento intelectual dos pequenos. </p>
<p>A história ficou simplificada e reduzida até aqui, então, sugiro a leitura do <a href="http://www.wemadethis.co.uk/blog/2010/11/ministry-of-stories-hoxton-street-monster-supplies/" target="_blank">post original</a>, uma visita à loja virtual do <a href="http://www.ministryofstories.org/" target="_blank">Ministry of Stories</a> &#8211; uma das iniciativas &#8211; e depois assistir ao <a href="http://www.ted.com/talks/lang/por_br/dave_eggers_makes_his_ted_prize_wish_once_upon_a_school.html" target="_blank">TED Talk</a> do Dave Eggers, o criador do projeto.<br />
</br><br />
<center><object width="446" height="326"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"></param><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="bgColor" value="#ffffff"></param><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/DaveEggers_2008-stream-Clay_xxlow.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/DaveEggers-2008.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=233&#038;lang=por_br&#038;introDuration=18000&#038;adDuration=0&#038;postAdDuration=0&#038;adKeys=talk=dave_eggers_makes_his_ted_prize_wish_once_upon_a_school;year=2008;theme=words_about_words;theme=how_we_learn;theme=ted_prize_winners;theme=the_creative_spark;event=TED2008;tag=Culture;tag=Design;tag=Entertainment;tag=Global+Issues;tag=TED+Prize;tag=activism;tag=children;tag=collaboration;tag=education;tag=writing;&#038;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="446" height="326" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/DaveEggers_2008-stream-Clay_xxlow.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/DaveEggers-2008.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=233&#038;lang=por_br&#038;introDuration=18000&#038;adDuration=0&#038;postAdDuration=0&#038;adKeys=talk=dave_eggers_makes_his_ted_prize_wish_once_upon_a_school;year=2008;theme=words_about_words;theme=how_we_learn;theme=ted_prize_winners;theme=the_creative_spark;event=TED2008;tag=Culture;tag=Design;tag=Entertainment;tag=Global+Issues;tag=TED+Prize;tag=activism;tag=children;tag=collaboration;tag=education;tag=writing;"></embed></object></center><br />
</br><br />
<img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/MOS10-e1311619354672.jpg" alt="" title="MOS10" width="580" height="827" class="aligncenter size-full wp-image-332" /></p>
<p><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/MOS11-e1311619363646.jpg" alt="" title="MOS11" width="580" height="333" class="aligncenter size-full wp-image-333" /></p>
<p><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/MOS9-e1311619345248.jpg" alt="" title="MOS9" width="580" height="390" class="aligncenter size-full wp-image-331" /></p>
<p><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/MOS12-e1311619371814.jpg" alt="" title="MOS12" width="580" height="338" class="aligncenter size-full wp-image-334" /></p>
<p><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/MOS13-e1311619380296.jpg" alt="" title="MOS13" width="580" height="412" class="aligncenter size-full wp-image-335" /></p>
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		<title>CALMA</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 21:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[AMO]]></category>
		<category><![CDATA[ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[IDEIAS]]></category>
		<category><![CDATA[SABÁTICO]]></category>
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		<category><![CDATA[CALMA]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti, faz um tempo, ao curta sobre o trabalho que o Stephan Doitschinoff desenvolveu em Lençóis, na Bahia. Fiquei tão impressionado que comprei, com prazer, o livro do cara. O Calma, como é conhecido, tem um traço de forte personalidade e uma temática hipnótica e entorpecedora. Pra quem não viu, se liga pois o filme [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti, faz um tempo, ao <a href="http://www.gestalten.com/motion/temporal-art-stephan-doitschinoff" target="_blank">curta</a> sobre o trabalho que o <a href="http://www.stephandoit.com.br/" target="_blank">Stephan Doitschinoff</a> desenvolveu em Lençóis, na Bahia. </p>
<p><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/inoue_h_08.jpg" alt="" title="inoue_h_08" width="472" height="395" class="aligncenter size-full wp-image-318" /></p>
<p>Fiquei tão impressionado que comprei, com <a href="http://amodesign.com.br/index.php?/diegobelo/diego-belo/" target="_blank">prazer</a>, o <a href="http://www.amazon.com/gp/product/3899552245/ref=s9_simh_gw_p14_d0_i1?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&#038;pf_rd_s=center-2&#038;pf_rd_r=1DF8MXAMA29X8V2EXV4F&#038;pf_rd_t=101&#038;pf_rd_p=470938631&#038;pf_rd_i=507846" target="_blank">livro</a> do cara. O Calma, como é conhecido, tem um traço de forte personalidade e uma temática hipnótica e entorpecedora.</p>
<p><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Ave_Maria_detail_72dpi.jpg.jpg" alt="" title="Ave_Maria_detail_72dpi.jpg" width="412" height="600" class="aligncenter size-full wp-image-317" /></p>
<p><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/68ad94a9_11df1efc8ba_-7fe2-e1311198447644.jpg" alt="" title="Stephan Doitschinoff" width="580" height="580" class="aligncenter size-full wp-image-316" /></p>
<p>Pra quem não viu, se liga pois o filme é chocrível.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/26690899?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" width="580" height="435" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>INSIDE OUT</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 21:44:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[AMO]]></category>
		<category><![CDATA[ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[IDEIAS]]></category>
		<category><![CDATA[TED]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei felizão pelo JR ter faturado o TED Prize 2011. O cara arregaça e o projeto Inside Out é genial. Ele já esteve no Rio (Morro da Providência) e avacalhou demais por lá. O Inside Out nada mais é do que transferir pro mundo um projeto que ele iniciou. Você tira uma foto, envia pra [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/28mm_women_Rio_11.jpeg"><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/28mm_women_Rio_11-e1310678855384.jpeg" alt="" title="28mm_women_Rio_11" width="580" height="386" class="aligncenter size-full wp-image-211" /></a></p>
<p><a href="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/28mm_women_Rio_providencia_night_6-e1310678866752.jpeg"><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/28mm_women_Rio_providencia_night_6-e1310678866752.jpeg" alt="" title="28mm_women_Rio_providencia_night_6" width="580" height="386" class="aligncenter size-full wp-image-212" /></a></p>
<p>Fiquei felizão pelo <a href="http://jr-art.net/" target="_blank">JR</a> ter faturado o <a href="http://www.tedprize.org/jr-2011-ted-prize-winner/" target="_blank">TED Prize 2011</a>. O cara arregaça e o projeto <a href="http://www.insideoutproject.net/" target="_blank">Inside Out</a> é genial. Ele já esteve no Rio (Morro da Providência) e avacalhou demais por lá. O Inside Out nada mais é do que transferir pro mundo um projeto que ele iniciou. Você tira uma foto, envia pra ele e recebe um cartazão de volta. Aí, meu amigo, a cidade é sua. Se o desejo dele é virar o mundo do avesso, parece que está se realizando. Sem mais delongas, deixa o cara <a href="http://www.ted.com/talks/lang/por_br/jr_s_ted_prize_wish_use_art_to_turn_the_world_inside_out.html" target="_blank">falar</a>.</p>
<p><center><!--copy and paste--><object width="446" height="326"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"></param><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="bgColor" value="#ffffff"></param><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/JR_2011-medium.mp4&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JR-2011.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=1085&#038;lang=por_br&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=jr_s_ted_prize_wish_use_art_to_turn_the_world_inside_ou;year=2011;theme=the_creative_spark;theme=ted_prize_winners;theme=a_taste_of_ted2011;event=TED2011;&#038;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="446" height="326" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/JR_2011-medium.mp4&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JR-2011.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=1085&#038;lang=por_br&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=jr_s_ted_prize_wish_use_art_to_turn_the_world_inside_ou;year=2011;theme=the_creative_spark;theme=ted_prize_winners;theme=a_taste_of_ted2011;event=TED2011;"></embed></object></center></p>
<p><span id="more-207"></span></p>
<p><a href="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/28mm_women_Rio_0-e1310678809903.jpeg"><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/28mm_women_Rio_0-e1310678809903.jpeg" alt="" title="28mm_women_Rio_0" width="580" height="386" class="aligncenter size-full wp-image-208" /></a></p>
<p><a href="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/28mm_women_Rio_3-e1310678843674.jpeg"><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/28mm_women_Rio_3-e1310678843674.jpeg" alt="" title="28mm_women_Rio_3" width="580" height="386" class="aligncenter size-full wp-image-210" /></a></p>
<p><a href="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/28mm_women_Rio_1-e1310678828489.jpeg"><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/28mm_women_Rio_1-e1310678828489.jpeg" alt="" title="28mm_women_Rio_1" width="580" height="386" class="aligncenter size-full wp-image-209" /></a></p>
<p>Vale muito a pena navegar pelo site do <a href="http://www.insideoutproject.net/" target="_blank">projeto</a>.</p>
<p><a href="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Poster-1.jpeg"><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Poster-1.jpeg" alt="" title="Poster-1" width="533" height="800" class="aligncenter size-full wp-image-220" /></a></p>
<p><a href="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Poster-e1310680471363.jpeg"><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Poster-e1310680471363.jpeg" alt="" title="Poster" width="580" height="386" class="aligncenter size-full wp-image-219" /></a></p>
<p>E o <a href="http://www.youtube.com/theinsideoutchannel" target="_blank">canal do YouTube</a> também é muito foda.</p>
<p><iframe width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/_BQIpdJg5Bs?rel=0&amp;hd=1" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<title>PASSAGENS, PAUSAGENS:</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 13:34:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONHECIMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[IDEIAS]]></category>
		<category><![CDATA[NATUREZA]]></category>

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		<description><![CDATA[PAISAGENS. Lindíssimo e muito relevante o projeto do professor Paulo Baptista, da EBA-UFMG. Como diz a reportagem, o trabalho propõe uma interface entre tecnologia, ciência e imagens para retratar mudanças na natureza. Vale a leitura. Se o assunto interessa, explore também o projeto Third View, do fotógrafo Mark Klett. Clique na imagem para ampliar. Via [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>PAISAGENS.</strong></p>
<p>Lindíssimo e muito relevante o projeto do professor Paulo Baptista, da EBA-UFMG. Como diz a reportagem, o trabalho propõe uma interface entre tecnologia, ciência e imagens para retratar mudanças na natureza. Vale a leitura. Se o assunto interessa, explore também o projeto <a href="http://www.thirdview.org" target="_blank">Third View</a>, do fotógrafo Mark Klett.</p>
<p><a href="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/eci2704p0020.jpg" target="_blank"><img src="http://www.amodesign.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/eci2704p0020-591x1024.jpg" alt="" title="Controle ambiental por meio da fotografia" width="591" height="1024" class="aligncenter size-large wp-image-131" /></a></p>
<p><em>Clique na imagem para ampliar.<br />
Via Jornal Estado de Minas, 27/04/2011.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>CÉREBRO DE PIPOCA</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 22:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONHECIMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[DIMENSTEIN]]></category>
		<category><![CDATA[IDEIAS]]></category>

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		<description><![CDATA[Coluna do Dimenstein, dia 03/07/2011, na Folha: O GOOGLE anunciou na semana passada um projeto para enfrentar o Facebook, disposto a reinventar a mídia social. A notícia teve óbvio impacto mundial e despertou a curiosidade sobre mais uma rodada de inovações tecnológicas, capazes de nos fazer ainda mais conectados. No dia seguinte, porém, o Facebook [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Coluna do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0307201122.htm" target="_blank">Dimenstein</a>, dia 03/07/2011, na Folha:</em></p>
<p>O GOOGLE anunciou na semana passada um projeto para enfrentar o Facebook, disposto a reinventar a mídia social. A notícia teve óbvio impacto mundial e despertou a curiosidade sobre mais uma rodada de inovações tecnológicas, capazes de nos fazer ainda mais conectados.</p>
<p>No dia seguinte, porém, o Facebook reagiu e anunciou para esta semana uma novidade também de grande impacto, possivelmente em celulares. Para alguns psicólogos americanos, esse tipo de disputa produz um efeito colateral: um distúrbio já batizado de &#8220;cérebro de pipoca&#8221;.</p>
<p>Esse distúrbio é provocado pelo movimento caótico e constante de informações, exigindo que se executem simultaneamente várias tarefas. Por causa de alterações químicas cerebrais, a vítima passa a ter dificuldade de se concentrar em apenas um assunto e de lidar com coisas simples do cotidiano, como ler um livro, conversar com alguém sem interrupção ou dirigir sem falar ao celular. É como se as pessoas tivessem dentro da cabeça a agitação do milho explodindo no óleo quente.</p>
<p>A falta de foco gera entre os portadores do tal &#8220;cérebro de pipoca&#8221; um novo tipo de analfabetismo: o analfabetismo emocional, ou seja, a dificuldade de ler as emoções no rosto, na postura ou na voz dos indivíduos, o que torna complicado o relacionamento interpessoal.</p>
<p><span id="more-115"></span></p>
<p>Sou um tanto desconfiado de notícias alarmantes provocadas pelo surgimento de novas tecnologias. Toda ruptura desencadeia uma onda de nostalgia e de temores em relação ao futuro.</p>
<p>Mas algumas pesquisas em torno do &#8220;cérebro de pipoca&#8221; merecem atenção por afetar o processo de aprendizagem. Uma delas foi realizada em Stanford, a universidade que, por ajudar a criar o Vale do Silício, na Califórnia, impulsionou a tecnologia da informação.</p>
<p>Neste ano, Clifford Nass, professor de psicologia social na Universidade Stanford, revelou num seminário sobre tecnologia da informação a pesquisa que fez com jovens que passam muitas horas por dia na internet, acostumados a tocar muitas tarefas ao mesmo tempo.</p>
<p>Ele mostrou fotos com diversas expressões e pediu que os jovens identificassem as emoções. Constatou a dificuldade dos entrevistados. &#8220;Relacionamento é algo que se aprende lendo as emoções dos outros&#8221;, afirma Nass.</p>
<p>O problema, segundo ele, está tanto na falta de contato cara a cara com as pessoas como na dificuldade de manter o foco e verificar o que é relevante, percebendo sutilezas, o que exige atenção.</p>
<p>Os pesquisadores estão detectando há tempos uma série de distorções, como a compulsão para se manter conectado, semelhante a um vício.</p>
<p>Trata-se de uma inquietude permanente, provocada pela sensação de que o outro, naquele momento, está fazendo algo mais interessante do que aquilo que se está fazendo. Tome o Facebook ou qualquer outra rede social.</p>
<p>Chegaram a desenvolver um programa que envia para o celular da pessoa um aviso sempre que um amigo dela está se aproximando de onde ela está.</p>
<p>O estímulo, porém, começa no mercado de trabalho. Vemos nos anúncios de emprego uma demanda por pessoas que façam muitas coisas ao mesmo tempo.</p>
<p>Mas o que Nass, o professor de Stanford, entre outros pesquisadores, defende é o contrário. Quem faz muitas tarefas ao mesmo tempo, condicionando seu cérebro, fica menos funcional. Não sabe perceber as emoções e trabalhar em equipe, não sabe focar o que é relevante e tem dificuldade de estabelecer um projeto que exige um mínimo de linearidade. Não sabe, em suma, diferenciar o valor das informações.</p>
<p>Não deixa de ser um pouco absurdo valorizar tanto os recursos tecnológicos que aproximam as pessoas virtualmente, mas que as afastam na vida real.<br />
Daí se entende, em parte, segundo os pesquisadores, por que, em todo o mundo, está explodindo o consumo de remédios de tarja preta para tratar males como a ansiedade e a hiperatividade.</p>
<p>PS- Perto da minha casa, aqui em Cambridge, há uma padaria artesanal, com mesas comunitárias, que decidiu ir contra a corrente. Seus proprietários simplesmente proibiram que se usasse celular lá dentro para diminuir a poluição sonora e a agitação. Sucesso total. O efeito colateral: ficou difícil conseguir lugar.</p>
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